A Bahia encerrou 2024 como líder da construção civil no Norte-Nordeste em número de empresas, trabalhadores, massa salarial e valor das obras realizadas. Dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o estado reuniu 2.886 empresas do setor com cinco ou mais pessoas ocupadas, o equivalente a 4,1% do total nacional.
O contingente colocou a Bahia na sétima posição entre os estados brasileiros e na liderança regional. São Paulo, com 21.286 empresas, Minas Gerais, com 8.091, e Santa Catarina, com 6.278, registraram os maiores números do país, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) 2024. As empresas baianas da construção empregavam 127.920 pessoas em 31 de dezembro de 2024.
O volume corresponde ao quinto maior contingente do país e ao maior do Norte-Nordeste, representando 5,9% dos 2,18 milhões de trabalhadores ocupados no setor em todo o Brasil. Apenas São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná registraram mais trabalhadores na construção civil do que a Bahia.
No Nordeste, o estado concentrou quase três em cada dez empregados do setor, respondendo por 29,9% do total regional de 427.445 pessoas ocupadas. A liderança regional também apareceu na geração de renda. Em 2024, as empresas baianas da construção pagaram R$ 4,525 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, valor que correspondeu a 5,2% do total desembolsado pelo setor no país.
O rendimento médio dos trabalhadores da construção na Bahia ficou em 1,9 salário mínimo. O indicador superou a média do Nordeste, de 1,8 salário mínimo, mas permaneceu abaixo da média nacional, estimada em 2,2 salários mínimos. O valor das incorporações, obras e serviços executados pelas empresas baianas alcançou R$ 25,912 bilhões em 2024. O resultado foi o quinto maior do Brasil e o maior entre os estados do Norte e Nordeste, representando 5,6% dos R$ 464,354 bilhões movimentados pelo setor no país.
No ranking nacional de valor das obras, a Bahia ficou atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. O estado respondeu sozinho por 31,1% de todo o valor gerado pela construção civil nordestina, estimado em R$ 83,336 bilhões. As obras de infraestrutura concentraram a maior parcela da atividade da construção civil baiana em 2024. O segmento movimentou R$ 11,5 bilhões, o equivalente a 44,3% do valor total das obras realizadas no estado.
Na sequência apareceram a construção de edifícios, responsável por R$ 9,1 bilhões e 35,2% do total, e os serviços especializados para construção, com R$ 5,3 bilhões e participação de 20,5%. Em âmbito nacional, a infraestrutura também liderou a composição do setor, respondendo por 38,4% do valor das obras realizadas no país.


